terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mercado de Opções (1) - Introdução

O Mercado de Opções é o mercado em que são negociados direitos de compra ou venda de um lote de ações, com preços e prazos de exercício preestabelecidos.

De forma resumida, as opções são um ativo financeiro que pode ser comprado ou vendido, assim como uma ação ou um título.

Elas são classificadas como "derivativos" porque o valor de uma opção é derivado de outro ativo, como por exemplo, uma ação.

Esse mercado foi criado com o objetivo básico de oferecer um mecanismo de proteção ao mercado de ações contra possíveis perdas. Uma vez que os preços e retornos dos instrumentos financeiros estão sujeitos a flutuações imprevisíveis, as opções podem ser usadas para adaptar o risco às expectativas e metas do investidor.

Os participantes do mercado que usam opções para limitar os riscos de oscilação de preços (operações de "hedge") são conhecidos como "hedgers". Entretanto, o mercado também precisa de participantes que estejam dispostos a assumir o risco: estes são chamados "especuladores".

As opções permitem que o investidor "alavanque" sua posição, aumentando o retorno potencial sobre um investimento sem aumentar o montante do capital investido, pois o capital investido inicialmente para comprar uma opção é relativamente pequeno em comparação com o ganho.

Contudo, quando dois investidores se comprometem em uma operação a ser realizada no futuro, os riscos são evidentes, todo o capital aplicado em opções pode ser perdido.

Este artigo é o primeiro de muitos sobre esse assunto que é bastante extenso e complexo.

Só para exemplificar, com uma das estratégias com opções é possível comprar uma ação, com um desconto no preço de 50% ou mais e assumindo somente metade do risco.
Esta estratégia permitirá que você gaste menos dinheiro logo de primeira, tenha menos risco nas quedas do mercado e, ainda assim, possibilitará que você participe de todo o movimento
do mesmo modo que os que compraram diretamente a ação.
Em resumo, você deve substituir a compra de ações pela compra de opções (calls).

Como pagamos R$ 460,00 por algo que custa R$ 3.415,00 e terminamos com o mesmo produto e menos risco?
No mundo das finanças, esse problema é resolvido com opções em vez da ação subjacente.

Mas você tem de usar uma estratégia: comprar opções bem dentro-do-dinheiro (DITM).
Não se preocupe se você ainda não sabe o que é uma opção dentro-do-dinheiro, vou explicar mais tarde.

Observe a imagem abaixo. Esta é uma opção da Petrobras. O código dela é PETRI30.
Você só pode comprar uma opção por lote de 100. Então se o preço dela é 4,60, você vai desembolsar 460,00 para ter um lote.


Opção da Petrobras


Ação da Petrobras

No exemplo acima, para comprar ações da Petrobras (PETR4), você teria que desembolsar 3.415,00, já que um lote de 100 ações custa 34,15.

Essas telas foram capturadas no dia 26/Agosto/2008, mais ou menos no mesmo horário. É possível perceber claramente como a opção segue o movimento da ação da Petrobras. A ação (PETR4) apresentava valorização de 1,01% enquanto que a opção (PETRI30) apresentava valorização de 6,98%.
Da mesma forma acontece no mercado em baixa, quando as ações se desvalorizam as opções também seguem o ativo principal e apresentam desvalorização.

Um ponto básico, mas muito importante. Quando você compra uma opção a única maneira de sair ganhando é esperando que o preço da ação suba. Se o mercado ficar de lado ou cair você perde. Parece óbivo não é mesmo? Mas existem operações com opções em que se obtém lucro quando a ação se desvaloriza.

Essa estratégia, como qualquer outra com opções apresenta risco elevado, por isso é muito importante estudar bastante antes de começar a operar. Quando se compra opções o risco é exatamente o valor que você investiu. No exemplo acima o risco máximo é de R$460,00.

O ponto chave na compra de opções é um estudo chamado DELTA. Nem todas as opções acompanham fielmente o movimento do ativo principal, ou seja, da ação. Haverão momentos em que a ação vai subir 1% e uma determinada opção vai cair 10%, por exemplo. Parece loucura não é mesmo? Mas é verdade. Só que isso só acontece com as opções que tem DELTA baixo.
As opções dentro-do-dinheiro (ITM) tem DELTA alto, quanto maior o valor do DELTA mais a opção vai seguir o movimento da ação e menos ela se desvaloriza com o passar do tempo.
Mas Banditt onde eu posso ver o valor do DELTA? Como eu sei que a a opção é ITM?
Calma! Nós vamos chegar lá.

O mais importante é ter noção real do risco que envolve operar opções e saber o que se está fazendo antes de colocar seu dinheiro no fogo.

Em breve a continuação deste artigo ...

Para quem interessar existe um livro fantástico sobre Opções.
O título é "Fique Rico Operando Opções"
Autor: Lowell, Lee - Editora: Campus

O maior conteúdo sobre o Mercado de Opções é no site do Bastter - www.bastter.com


Fontes:

domingo, 17 de agosto de 2008

Análise Técnica x Análise Fundamentalista

Quem nunca ouviu um analista fundamentalista criticando a análise técnica, ou o contrário? Sob o argumento de que a análise técnica é válida apenas para o curto prazo, os fundamentalistas criticam os técnicos, e na contramão, os analistas técnicos afirmam que a análise fundamental não possui timing.

Entretanto, existem analistas (eu me incluo) que são a favor da combinação das duas análises, e acreditam que as duas se completam. Enquanto a análise fundamentalista permite ao investidor saber quais empresas estão crescendo, gerando valor, possuem boa administração e boas perspectivas de retorno de investimentos, a análise técnica fornece ao investidor os indicativos para o momento certo de comprar, vender ou manter a ação.

Para utilizar as duas análises, é preciso conhecer um pouco sobre as duas. De forma resumida, a análise fundamentalista utiliza dados como lucros, receitas, despesas e outras contas dos demonstrativos das empresas para criar indicadores e fazerem projeções. Baseadas na comparação de indicadores e nas projeções obtidas, são feitas as recomendações.

Além destes dados, os fundamentalistas também costumam incorporar em suas projeções perspectivas para o cenário econômico, expectativas de fusões ou aquisições e projeções também para preços de insumos, demanda e etc.

Já a análise técnica é baseada no estudo do comportamento do mercado, principalmente através de gráficos e indicadores que permitem ao investidor identificar tendências de mercado. Os gráficos são baseados na oscilação dos preços e permitem a visualização dos movimentos do mercado, de forma que o analista tem a possibilidade de saber para onde podem ir os preços.

A diferença básica entre a análise fundamentalista e a análise técnica é evidenciada no objeto de observação das duas análises. Enquanto a análise fundamentalista estuda a causa dos movimentos do mercado, a análise técnica preocupa-se unicamente com os efeitos que causam alterações na oferta e demanda dos ativos.

No momento de montar sua carteira de ações, experimente combinar as duas análises. O primeiro passo é, através da análise fundamentalista, selecionar as ações cujas empresas são consideradas atrativas, ou seja, vem crescendo ao longo do tempo, e não apresentam riscos financeiros significativos.

Ativos com bons fundamentos, permitem que você não passe horas acompanhando o mercado e fique sujeito à volatilidade do papel.

Ao mesmo tempo, ao utilizar a análise técnica, você poderá ter a percepção do rumo dos preços do seu ativo, determinar preço alvo e preço de stop de acordo com seu perfil e com o que os gráficos dizem, minimizando suas perdas e evitando deixar passar os momentos que o preço das ações pode apresentar grandes oscilações e que os gráficos permitem visualizar (isso lhe parece familiar ?).

Este artigo foi escrito pelo amigo Christian, do site CHR Investor.

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